25 junho 2009

Deu Cruzeiro na primeira parte da guerra azul. Já se esperava, pois em termos de qualidade é superior ao Grêmio e sabem aproveitar as chances que surgem. Ao contrário do tricolor que tem como hábito o desperdício de gols de fácil finalização. Nervosismo ou incompetência? Aliada com um pouco desses dois fatores, a falta de sorte acrescenta as deformidades.

É difícil de acreditar. O Grêmio investiu em três bons atacantes para a temporada, sendo que um deles um centroavante matador (pelo menos era o que vinha mostrando) acostumado em disputar a artilharia anual: Alex Mineiro. E nem assim acontece a efetividade nos arremates. Alex mineiro não deu certo, e nem vai dar. É apenas mais um a entrar na lista de jogadores de renome que não vingaram no Olímpico, ao lado de Luizão, Amoroso, Tuta e outros que não perderei o tempo em recordar.

A vitória de 3 x 1 do Cruzeiro foi justa, mas o gol de falta de Souza fez o tricolor dos pampas renascer. Agora o Grêmio vai com todas as forças para reverter em sua área campal, munido das armas de alentos incentivadores que rugem de sua Torcida Geral. Até porque sua história não nega: o Grêmio é um time especialista em missões impossíveis.

24 junho 2009

É hoje... O início de uma batalha em azul. Grêmio e Cruzeiro se encaram em busca da final do torneio de futebol mais importante da América – a tão cobiçada Libertadores. O efeito da peleja é de tensão. Cruzeirenses e gremistas mais ortodoxos por certo acordaram para o dia com uma sensação diferente. O pensamento latente no jogo não se desprendeu em nenhum momento da mente, como um fantasma do nervosismo. E, no presente momento; duas horas precedentes ao jogo, os fanáticos já fizeram a sua organização supersticiosa: ligaram o rádio, foram à igreja rezar, acenderam as velas, compraram a cerveja, combinaram o local com os amigos, pegaram as bandeiras, entre outros misticismos que comprovam a devoção.

Doze anos depois, as duas equipes se reencontram no campeonato. Na última oportunidade quem levou a melhor foi o clube mineiro. Eliminou o tricolor gaúcho. Derrota que deixou amarguras até agora na garganta do torcedor. Portanto, essa semifinal é a chance do revide. A disputa tem, dessa vez, um fato coincidente; o atual técnico do grêmio Paulo Autori será o único a assistir e sentir a emoção dos dois encontros do mata-a-mata (em 1997 ele comandava o Cruzeiro).

Os torcedores devem estar com as pernas tremendo e relembrando façanhas de suas equipes. Mas, a dica que sempre dou nessas horas é não ser demasiado otimista na vitória, e sim “entrar para o jogo” um pouco desacreditado. Isso ameniza a ansiedade pré e durante a partida e, principalmente, diminui o sofrimento na pior hipótese, afinal já se pressentia. No entanto, esse pensamento não deve estar acima da crença, até o último minuto, na vitória – essa é a porta para o triunfo. Por mais complexo que seja é preciso equilibrar as emoções.

Que o resultado desse prélio seja justo.

23 junho 2009

Poema da má digestão (ou não acredito que escrevi isso)

Queimação
Meu estomago está pegando fogo
Não há como dormir assim
Nem o que fazer nessa situação

Parece que estão escavando a minha parede estomacal
Abrindo buracos, crateras
Insuportável sensação
Cuspirei fogo como um dragão

Come porcaria come!
Esses lanches podres de rua
Parece que não aprende!

Maldito refluxo gástrico!
Estragou meu sono tranquilo
O jeito é esperar amanhecer
Até lá a dor já vai ter passado

Mas o sono virá para se vingar.

Essa não é a melhor forma de expressar isso.
Não importa!
Escrevo, já que não posso dormir
Nothing else matters!

14 junho 2009

Na penumbra de uma noite qualquer

A madrugada. A mais perfeita parte do dia. É nela que você fica a sós com você mesmo e com seu computador. Com seus pensamentos – bons ou ruins. Ela proporciona a autorreflexão, a avaliação dos seus atos. Ela é uma boa companheira. O silêncio dela é relaxante.

Ideias criativas, grandes projetos, belos poemas, inteligentíssimas composições; a arte sai dela... Da madrugada. O isolamento muitas vezes não é maléfico, e sim um momento de inspiração.

Apesar de não poder ser sempre, viver na noite é bom. Acordado na madrugada com suas vontades interiores. Essa é a melhor hora para se expressar; colocar num papel, ou agora, digitar toda sua meditação. Não se trata de insônia, mas prazer pelo momento da privacidade.

Sou, como muitos, um amante da madrugada... Da noite... E da calmaria que ela nos presenteia; junto com a música, com os filmes, com a leitura, ou até mesmo sem eles. Só comigo.

07 junho 2009

A estreia num outro modo de viver

Ontem, sábado, foi um dia atípico. Divino. Pela primeira vez participei de um seminário da luz, promovido pela filosofia milenar japonesa Seicho-no-ie. Foi uma tarde inteira de retiro espiritual. Palestras, relatos de experiências, muita oração, meditações, abraços fraternos, harmonia; todas essas benevolências em seis horas de desapego do tempo... De desprendimento do mundo material.

Em uma sala de cinema, cerca de 400 pessoas transcenderam o mundo real e habitaram, com uma só corrente de mentes na positividade, um espaço iluminado de paz interior. Adeptos da Seicho-no-ie de variadas cidades da região missioneira e fronteira-oeste do Estado se locomoveram até o município de Cerro Largo para compartilhar os ensinamentos da filosofia.

Saiba o que é Seicho-no-ie

Apesar de ter tido oportunidade de conhecer somente a praça principal da cidade supracitada e um pouco dos seus arredores, pareceu-me bem aconchegante e acolhedora. A primeira beleza que salta aos olhos são as mulheres loiras (morenas são raridades na cidade). Até porque não poderia ser de outra maneira, já que se trata de uma colônia alemã.

Voltando ao foco principal da ideia. Orientadas pela preletora da sede internacional da Seicho-no-ie, Professora Marie Marakami, as quatro palestras foram enxurradas de água fria nos rostos mais desanimados. Com um gestual eloquente Marakami discorreu sobre os temas: “A mente muda o ambiente e o destino”, “Conheça os segredos da prosperidade”, “Para conseguir a verdadeira felicidade no lar” e “Explicação e Prática da Oração da Cura”.

Palavras intensas saiam daquela mente harmoniosa. Doutrinas que possuem o poder de levantar até defunto. Ela passava com seu sorriso de mãe uma segurança... Uma tranquilidade espiritual que revigorava, a cada expressão que proferia, a gratidão pela vida e a coragem de enfrentar os reveses que originam da mesma.

Realmente acredito que a finalidade principal da religiosidade é o poder que a crença, em qualquer modo que seja, têm de nos metamorfosear... De nos tirar de uma situação errada e nos fazer perceber que somos capazes de estarmos em uma circunstância mais próspera. A fé salva mesmo.

Além da conveniência desse momento ímpar de serenidade e revitalização que o seminário proporcionou, a excursão foi (como quase todas são) um momento de bem-estar e de contatar novas pessoas.

Então, como vai, Fábio? Cada vez melhor!!

Muito Obrigado!! Muito Obrigado!!

29 maio 2009

Uma afinidade auspiciosa

Pela abertura de duas portas que separam dois quartos num apartamento de universitários, trocam-se informações sobre produções cinematográficas e musicais. Duas paixões de dois estudantes de jornalismo que raramente pensam em outra coisa a não ser os seus nichos culturais artísticos preferidos.

Um vive pro cinema e o outro para a música. Poucas coisas em suas vidas lhes dão mais prazer do que ver um longa-metragem e escutar álbuns musicais. Enquanto um coleciona filmes de todos os gêneros e possui uma videoteca em sua casa (em torno de 5000 títulos); o outro tem o mesmo vício por álbuns de variados gêneros musicais, e busca aumentar sua coleção incessantemente.

Vem ver um vídeo aqui! Escuta só essa música! Chamamentos como esses são proferidos todos os dias pelo vão dos seus quartos. Um evoca o outro eufórico para mostrar mais uma novidade ou um filme/música antiga (o) que há tempos não escutavam/ouviam.

Principalmente por conta dessa idolatria de ambos pelas duas artes, cada um no domínio da sua, que a amizade brotou de forma natural e extraordinária. O entendimento foi tão grande que nunca tiveram uma mínima discórdia desde que começaram a morar no mesmo teto. Por conta do estudo. Há um pouco mais de dois anos.

Apesar de um ser sete anos mais velho que o outro, eles não possuem mentalidades drasticamente divergentes. Muito pelo contrário, são detentores de pensamentos muitas vezes idênticos. E a diferença de idade só torna a convivência mais profícua no sentido de trocarem experiências vividas. É espantoso. Um pensa e o outro fala tal qual o pensamento do primeiro e vice-versa. Se os deixarem, são capazes de discorrerem por horas e horas sobre a cultura pop.

“O mais valioso dessa afeição é a troca de conhecimentos que praticamos... A partilha de informações do mundo da música e do cinema. Isso acaba por nos engrandecer intelectualmente no que realmente nos interessa. O resultado é a idéia de múltiplos projetos que temos o objetivo de realizar, aliando essas duas artes que se complementam”. Fábio Gudolle

08 maio 2009

A chegada do show nacional mais aguardado

A atração principal e mais esperada do último fim de semana, o show d’O Rappa, sucedeu de forma impecável. A performance da banda não difere das vistas pela tela da tevê. Porém, ao vivo, a sensação de furor é muito maior.

Falcão, ao balançar, como sempre, seu cabelo duro e esvoaçante no ar exaltou a platéia de jovens e de alguns "coroas" espalhados nos cantos. Os samples bem feitos e criativos da abertura já dizem logo de cara o que virá e de como será o restante da apresentação.

O show segue uma freqüência só. Não se nota uma decaída que deixe os espectadores totalmente acuados. Houve, e há sempre, grandes elevações em certos momentos, principalmente na hora de “Pescador de Ilusões” e “Me Deixa”. As duas arrancaram mais gritos e saltos que as demais. Mas uma diferença mínima, quase imperceptível.

O repertório transitou nos maiores sucessos da banda. Não todos, até porque se fossem tocar todos teria que ser um espetáculo de no mínimo duas horas. Inserções de músicas do novo trabalho, 7 vezes, foram feitas também.

O comportamento do conjunto é de simplicidade (talvez por isso seja tão belo). Nada de estrelismo e sim com uma dose grande de humildade. Falcão sempre comunicativo agradece e rasga elogios a cada música. Isso deixa a platéia confortável.

Se realmente aprecia a banda deve olhar no gargarejo, definitivamente. O mais perto possível do palco. E registrar. Filmar as preferidas.

Independentemente da duração do show, sempre a vontade é de que poderia ter sido mais. No entanto, você logo pensará que “valeu a pena, êh êh”. E quando se tratar d’ O Rappa, sempre valerá mesmo.






30 abril 2009

Dias para aliviar a carência familiar

É hoje. As malas já estão prontas para mais uma viagem. Há três anos que fazer malas na maioria dos fins de semana virou rotina. Está bem que são viagens rápidas. Sempre na rota: São Borja, Itaqui, Santo Ângelo. Raramente se desvia desse trajeto.

Dessa vez o destino é Santo Ângelo. A missioneira. Onde se encontra a catedral mais bela que conheço. E localizada numa praça igualmente rústica, do porte que merece.
Trata-se, na visão do que vos fala o principal ponto turístico da cidade. Encantadora.

Lá, a família materna me espera. Minha irmã me espera. Todos de braços abertos para trocarmos abraços carinhosos e seguros. Mataremos a saudade. E além dos reencontros, para aperfeiçoar ainda mais a passeio, dois shows musicais me esperam. Apresentações que há tanto aguardava: O Rappa e Zé Ramalho. Uma das bandas nacionais de maior qualidade rítmica desde o começo dos anos 90 e a voz mais potente da MPB. Espero contar os detalhes.

A fase: bom... Ou ruim. A fase é de desligamento e de ostracismo intelectual.

19 abril 2009

Uma vida se extingue e outra nasce

Em meio à recuperação de uma perda familiar aparece uma criança em nosso convívio. A sua chegada, de hora tão oportuna, soa como se fosse milagre; coisa dos anjos. Gentil é o nome da fera. Não poderia ser mais sugestivo. Esse anjo caiu na terra de forma divina, como uma sinfonia de Beethoven.

Quem sabe trata-se de um prodígio, com um talento incomum e mágico. Veremos. O simples fato de ser da família e o agente principal da continuação do sobrenome, já o tornam especial. Sem dúvida sua aparição foi para nos entreter num momento difícil. Arrancar de nós muitas risadas com suas traquinagens, tão habitual das crianças.

É um moreninho sapeca, arteiro, com um olhar e um sorriso hipnotizante. Sua presença é calmante. Exalta em nós um sentimento de prazer pela vida. A propósito: se existir, o que acho muito difícil, alguma coisa mais inocente do que o sorriso de uma criança; apresentem-me.

Sempre pensei que ter um filho... Gerar um ser – humano... É o sentido da vida. Tenho isso como um preceito indubitável. Só de imaginar que ensinarás e passarás todo teu conhecimento e experiência a outrem torna o desafio tentador. Porém, a procriação deve ser bem pensada e planejada. Até porque ter filho é caro. O ideal é que se tenha uma situação financeira estável. Mas isso não chega a ser um entrave, dado o encanto que a criação oferece. Tudo se ajeita.

Enfim, Gentil é ele! Comemoramos diariamente a sua vinda e acompanhamos atentos sua evolução.



Gentil Martins Oliveira. O mais novo primo

05 abril 2009

Luto! Uma perda e tanto

A morte. Um dia ela chega. Essa é a única certeza que temos na vida. Torcemos para que ela demore em dar as caras. Que ela apareça quando estamos velhinhos, sem forças e já exaustos. Desejamos que seja indolor e natural. Na tranqüilidade do sono. Simplesmente com o coração parando de palpitar sem sentirmos que estamos partindo.

Mas, infelizmente, a morte insiste em aparecer da pior maneira. Em forma de acidentes, tragédias dos mais dolorosos tipos. Na juventude, interrompendo no caminho, o que poderia ser uma longa trajetória de vivencia e bondade. Pais enterrando filhos é desumano. O sofrimento é imensurável.

É quase insuportável quando o óbito vem aos poucos, por doença. Nesse caso observamos a morte se instaurar na pessoa e a dissecar dia após dia, hora após hora. O corpo perde a carne e se transforma em pele e osso. Esse é o semblante, arrepiante, da morte. E, apesar de dificultoso, devemos enfrentá-la. Não tem saída. È a lei da vida. Somos mortais e vamos para outra dimensão. Melhor, espero.

Agnósticos pensam que somos como uma pilha. Acaba e pronto. Digo que tudo depende de como se encara a existência. O nosso destino a crença traça. O pensamento, a fé individual que vai dizer se a morte existe ou não. Se ela é apenas material ou também espiritual.

A triste realidade é que se perde a convivência com a pessoa para o resto dessa vida. Porém uma coisa nos conforta: o reencontro dela com os antepassados. Passarão a coexistir novamente.

Por mais que se presuma a hora derradeira, no momento demoramos á acreditar. Ficamos sem ação. Sentimos aquela sensação de aperto no céu da boca e vertemos lágrimas de tristeza e paixão. O que resta, então, é desejar uma boa viajem e agradecer os ensinamentos deixados pela pessoa. Crescemos com isso. Como disse Nietzsche: "Tudo aquilo que não nos mata, nos torna mais fortes".

Vai bem vó! Folgazona e forte como sempre foi. Exemplo de mulher! Obrigado por tudo! Fará muito falta.