21 agosto 2013

Enquanto todos dormem

Enquanto todos dormem eu tento achar a minha solução
Mas é sempre em vão
Sempre em vão

Os dias não param de passar
O final dos anos sempre chegam
E eu não consigo andar
Não consigo a evolução
Não

Só acontecem medos e esquivas
Nunca coragem e ação
O tempo corre e eu não consigo andar
Só me arrastar
Sinto-me estático nessa situação

Essa sensação não vai ter fim não
Não quero pensar que não
Queria poder descobrir qual é a minha missão

Quero conquistar mais confiança
Aumentar mais pontos de autoestima
De disposição
Quero vencer mais provas

Quero me encontrar mais útil, feliz e são.

19 agosto 2013

Criaturas perdidas

Será que há muitos desocupados como eu nessa vida?
Muitos vagando pelas ruas
Pelos portos
A procura de refúgio
À procura do por do sol que tranquiliza
                                
Será que há muitos desocupados como eu nessa vida?
Por medo ou falta de coragem
De enfrentar a normalidade

O que nos resta são os motins internos que sentimos
E o despudor em expressá-los
Honestidade
A melhor arma do escritor em conflito com a realidade.

Certeza

Eu sei que vou morrer sem aprender a viver
Tenho asas, mas não sei voar
Há muito que experimentar
Ler e escutar
Perversões a fazer
Palavras a escrever

Há muito que criar
Há muito que perder
Muito que ganhar
Muito que sofrer
Muito que chorar
Que se perder e se achar.

Vício


A maior praga descoberta pelo ser-humano nesse mundo são as drogas. Quantas vidas já foram desperdiçadas por essa moléstia. Porque foram existir esses vícios? É um oponente muito hostil. Uma guerra que se estende pela vida inteira. Uma batalha com poucas chances de sair vitorioso. Um achaque mental, físico e banal. Somos tão frágeis para lidar com isso.

14 agosto 2013

O enigma da vida

Porque realmente vivemos?
Pra onde iremos?
São questões muito profundas que devemos esquecer
Diz meu pai

Só devemos viver
Não pensar nos mistérios da origem
Nas simbologias que existem
Nos comportamentos que nos coagem a ter

Afinal, as pessoas creem no que?
Rezam para quem?
Se prendem a imagens sacras improváveis
Irreais

A fé ajuda
Mas não esclarece
Só a ciência tem o poder de responder.

Privação musical

Houve uma tarde uns anos atrás que senti uma vontade anormal de escutar uma música. Era uma específica: Big Mouth Strikes Again do The Smiths. Não entendo o porquê, mas simplesmente senti uma ânsia em ouvir aquela composição. Era uma sensação muito forte. O pior é que nada colaborava. Não tinha ela. A Internet não funcionava. Não conseguia saciar aquele desejo que me tomou conta. Comecei a sentir um desconforto. Pode ser um hiperbolismo, mas parecia uma crise de abstinência. Era algo que queria muito e não conseguia.

O efeito daquele desejo durou umas horas e depois foi amenizando. Não consegui aquele prazer. Fui ouvi-la no outro dia e foi uma mistura de alívio com êxtase.

Nunca tinha passado por isso. Mas entendo. Talvez aquela bateria em “Big Mouth Strikes Again”, me deixe exaltado. Sempre considerei Smiths uma das bandas de maior qualidade de sempre. Possuem uma sonoridade consistente e um suingue quase insuperável. Um concretismo completo. Guitarra, baixo e bateria no mesmo nível elevado. E a voz aveludada de Morrisey apenas contorna a sincronia perfeita.

Será que alguém já teve uma sensação desse tipo também?

09 agosto 2013

A Vitória (ou coisa que o valha)




Declaramos o fim desta era
em que sempre sentimos
as nossas vidas morrerem através das janelas

Não mais respeitaremos
nenhuma lei que diga o que não podemos
ou o que temos que fazer

Porque hoje o sol nasceu
declarando o fim destas lágrimas
e eu vou jogar aos céus meus braços
e não olhar mais para tras

Hoje dançamos sobre as ruínas
de suas instituições ultrapassadas
e declaramos para toda nossa vida
um estado eterno de felicidade

Hoje celebramos a nossa vitória
sobre o império da tristeza e do medo na escuridão

Nunca mais viveremos à sombra
de teus deuses e reis

Brindamos mil paixões e dançaremos
porque hoje o sol nasceu
declarando o fim destas lágrimas
e eu vou jogar aos céus
meus braços e não olhar mais para trás.


Composição: Dance Of Days

07 agosto 2013

Essa música diz tanto que nem sei como não tem meu nome



Não Fosse o Bom Humor
(Superguidis)

Queria ter muita coragem nessas horas
Poder dizer-te coisas antes de ir embora
Me dá um desespero, um nó em minha garganta
Não expressar opiniões não adianta

Um psiquiatra cairia bem
Não fosse o bom humor, meu estômago todo iria fritar
Meu estômago todo iria fritar

Desculpa se por um acaso eu te aborreça,
Mas o pior sempre está em minha cabeça

Um psiquiatra cairia bem, não fosse o bom humor
Um psiquiatra cairia bem
Não fosse o bom humor, meu estômago todo iria fritar
Meu estômago todo iria fritar

Companheiros fiéis

A noite é minha amiga
A música é minha amiga
Os filmes são meus amigos
As palavras são minhas amigas

O ócio é meu amigo
O fumo é meu amigo
A minha mente ainda não


E o álcool é meu amigo falso.

02 agosto 2013

Nada mais poético que a fumaça branca do palheiro refletindo à luz do sol.