14 novembro 2014

Os Insetos Sociais continuam vivos


A INSETO SOCIAL completou 16 anos. Originária de Santa Maria, a banda foi formada em 1998, por: Flamarion Rocha (guitarra/vocal), Márcio Garcia (bateria), Alex Ferraz (guitarra) e Orlando Cavalheiro (baixo).

O grupo, que já foi banda de apoio do WANDER WILDNER, possui uma relevante história no cenário independente do rock gaúcho. No ano de sua estreia em palcos (1998) a banda foi classificada entre 400 de todo o Sul do país no Skol Rock 98. Em Florianópolis tocou para um público aproximado de 10 mil pessoas. Evento em que teve como principais atrações BARÃO VERMELHO e CHARLIE BROWN JR, e cobertura da MTV.

Em 2000, os Insetos Sociais ficaram célebres por serem protagonistas de uma façanha incomum - extraída da cabeça insana do baixista Giovani Kovalczyk - percorreram a pé 270 km durante 11 dias, de Santa Maria a Porto Alegre, para terem a chance de tocar no Planeta Atlântida.  Chegando lá, conseguiram se apresentar nos dois dias em palcos alternativos do evento.

Durante esses anos de asfalto (fora o hiato de 2005 a 2010) tocaram em muitos festivais no RS e em muitas cidades do interior do Estado. Lançaram dois álbuns (o Homônimo – 2000 e Keep On Rockin’ - 2013) e um EP (Ed Wood Nunca Ganhou um Oscar - 2002).

O grupo detém a característica de ser avesso a rótulos. Possuem uma grande influencia de NIRVANA, PIXIES e NEIL YOUNG, mas transitam por diferentes modos de fazer o gênero: punk, grunge, hardcore, e até uma mínima influência de rap. Digamos que o único título que se possa lhe atribuir é que se refere a um grupo simplesmente de rock and roll, sem se importar com suas adjacências. Talvez, por conta disso que a banda conquistou o seu séquito fiel de fãs.

Assisti recentemente ao trabalho audiovisual “Contando Insetos”, que retrata tudo isso minuciosamente. A película traz falas dos integrantes e ex-integrantes do grupo e depoimentos de figuras importantes da mídia e do rock do sul, como o relato de Wander Wildner e do mitológico Pylla, da lendária banda FUGA. Imperdível. Precisa ser visto. Precisa ser divulgado

Os loucos e sonhadores da Inseto nunca desistiram de serem reconhecidos no meio. Nem que para isso tivessem que concluir a estratégia ousada de ir ao Planeta Atlântida a pé para serem vistos.  Os personagens da proeza não titubeiam em declarar que fizeram a jornada para atrair a atenção da mídia. E conseguiram.  E muito bem. E não era só para simplesmente ser notícia, e sim para mostrar o que tinham a dizer artisticamente e provar a todos que é possível. É plausível uma banda punk ser reconhecida no Estado e quiçá no país inteiro. Mas para chegar lá é preciso muita labuta e paixão. A Inseto teve. E nunca será esquecida por quem é ligado no rock do nosso Estado.

Exemplo de paixão e perseverança.


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