27 junho 2013

Distração ilimitada

Tenho uma vontade tremenda de conhecer pessoas iguais a mim
Que vivem diferente
Que são distintas daquela que se prezam normal

Vivendo como se os dias todos fossem de janeiro
Não quero dinheiro
Quero viver
Com prazer
Os dias inteiros.

23 junho 2013


"Você acredita no destino? Ah, o destino. Sequência imprevisível de fatos que fazem a vida do homem, independente da sua vontade. Alguns o chamam de sorte, fado, fortuna, sina. Seja com que nome for, destino é o que aquilo acontecerá com você no futuro.

Você acredita no destino? Eu não. Eu acredito que o ser humano tem o poder e totais condições para estragar a sua própria vida sem a ajuda de ninguém. Tomando as decisões erradas na horas impróprias, aliando-se a canalhas diversos, acreditando em heróis, crentes, e outros farsantes. Apaixonando-se por pessoas doentes ou de péssimo caráter e principalmente acreditando cegamente em sua própria inteligência, bondade, charme, sanidade e senso de justiça. Um grave erro." (Estrada - 1995, dir: Jorge Furtado)


Assista o curta neste link

22 junho 2013

Descrição de uma noite habitual

Estendido
À luz da lamparina e áudios de jazz
Leio textos de interesses culturais
Olho curtas para passar o tempo vazio

Fecho os olhos
Sinto o som da chuva no zinco que reconforta a mente medrosa
Misturada com a rotineira musica clássica
Calmante sagrado para repousar
Para desviar pensamentos ruins

O imã natural do sono chegou aos olhos
Será que amanha serei útil?
O melhor nessas horas é agradecer e tentar dormir sem pensar.


Madrugada de 3 de Março de 2013

21 junho 2013


"Talvez os seres humanos não foram feitos para serem livres e felizes ao mesmo tempo. Sempre estamos tratando de nos escravizar de uma forma ou de outra. Se não é através de uma carreira, é por um relacionamento ou por filhos." (Slacker - 1991)

"Quando jovens, nos afligimos por uma mulher. Enquanto envelhecemos, nos afligimos pelas mulheres em geral. A tragédia da vida é que o homem nunca é livre, mas se esforça pelo impossível. A coisa mais temida em segredo sempre acontece. Minha vida, minhas paixões, onde estão agora? Mas quanto mais a dor cresce, mais se mantém de alguma forma o instinto pela vida. A beleza necessária da vida é entregar-se a ela completamente. Só mais tarde ficará mais claro e coerente." Old Man (Slacker - 1991)


20 junho 2013

Crescer é difícil. Conquistar as expectativas que o colocam é mentalmente desgastante.  Sortudos são aqueles que crescem com a certeza do que querem, do que querem ser profissionalmente. E os que nunca tiveram ideia disso, sempre nada o despertou, ficam perdidos. É preciso ter muita coragem para ser adulto.



A falha das mulheres


As mulheres são individualistas por natureza. Os homens não. As mulheres têm sempre que se diferenciarem das outras. A cor do esmalte das unhas tem que ser exclusivo. A roupa tem que ser única e irrepetível. Os homens possuem uma índole mais coletiva. Geralmente não se importam de não serem excepcionais. Conservam a mesma amizade da adolescência. Hesitam em fazer novas convivências. Frequentam o mesmo clube sem inveja. Vão ao mesmo bar para relaxar e conversar, sem colocar o ego em primeiro lugar. Mesmo com o contato com outros que não conhece bem - possíveis inimigos -, basta algumas palavras e doses que chegam a um ponto de intersecção de gostos. As mulheres não. Ao contrário dos homens, estão sempre alimentando a rivalidade interpessoal. A maioria das mulheres são muito difíceis, por serem extremamente egoístas. Ilusoriamente sempre certas.

19 junho 2013

A bebida é uma das poucas coisas que dão brilho à vida.

21 maio 2013


A música 1979, do The Smashing Pumpkins, exala um ar de descomprometimento e vivacidade juvenil. Possui uma sonoridade muito aconchegante.



20 maio 2013

Bandas ignoradas: TOOL




Banda de muita qualidade que me arrependo de não ter me aprofundado devidamente na época da adolescência é a Tool. Precisamente foda. Peso e técnica na medida. Aquela da figura icônica do Maynard James Kennan (posteriormente também vocalista da banda A Perfect Circle), tanto pelo seu vocal gritante, seu estilo singular de corte de cabelo e pela sua performance hipnotizante na frente do palco. Maynard na época do inicio do Tool se mostra extasiado nos shows. Com aquela vontade, socando o microfone na boca do estomago e no limite com trejeitos de Jello Biafra nas apresentações dos Dead Kennedys, mas menos louco, claro.

O som pendendo pro trash metal de “Opiate”, o primeiro registro fonográfico da banda é o que mais agrada os que apreciam a fúria de muita força na guitarra e dois bumbos como metralhadora. Uma pegadinha para o que viria depois, um som mais elaborado que aparece nos trabalhos posteriores, especialmente com “Lateratus”, que mostra um estilo mais melódico mas não menos pesado e sim extremamente perturbador, pelos temas mais filosóficos e religiosos, pela sonoridade, e principalmente pelos seus videoclipes que mais parecem curtas alegóricos. Escorando-se no baixo mais presente de Justin Chancellor, maior exemplo está em "Schism", que lembra a introdução de "Spirit Crusher" do Death. “Schism” é somente mais uma das tantas músicas marcantes da banda. Tool não é convencional. Se ainda não conhece, precisa, porque é uma viagem alucinante.

Tool

Origem:
Los Angeles, Califórnia

Estilo: algo como metal alternativo-progressivo (não importa – rótulos são indispensáveis quando se é intenso).

Integrantes:

Maynard James Keenan (vocal)
Adam Jones (guitarra)
Justin Chancellor (baixo)
Danny Carey (bateria)

Discografia:

Opiate (1992) (EP)
Undertow (1993)
Ænima (1996)
Lateratus (2001)
10,000 Days (2006)

Confira dois vídeos do grupo:

Sober - ao vivo no Reading Festival em 1993




Schism - vídeo oficial 



16 abril 2013

As dez baladas mais clássicas do rock argentino



Se há uma nação que aparenta ser muito mais patriota que a nossa essa nação é a Argentina. Até porque o Brasil é, na verdade, um continente com muitos Estados Países multiétnicos. Porem, na Argentina esse ufanismo se reflete potencialmente no tango e no rock argentino; duas das principais manifestações musicais do país. E aqui o que há é uma miscelânea de ritmos que não representam o país como uma unidade.

No momento, o que não para de tocar nos fones de ouvido, por questão de preferencia, é esse rock apaixonado que se faz no outro lado do rio. Percebe-se como espectador distante que há muito mais orgulho, mais vigor em passar esse pertencimento identitário através desse gênero. O rock argentino é parnasiano. Os artistas parecem serem mais valorizados. Músicos que são cânones atemporais no país ainda lotam estádios, vide Charly García e Fito Páez. Talvez os mais conhecidos aqui no Brasil. Mas o catálogo de artistas ídolos do rock da Argentina é extenso.

Na metade dos anos 1960, quando o rock tomou conta da Inglaterra e dos EUA, os argentinos de imediato tiveram contato com essa revolução cultural e logo nasceram bandas como Los Gatos, Manal e Almendra. Grupos que se podem considerar precursores do estilo na Argentina. Enquanto aqui no Brasil ainda estávamos engatinhando. O ritmo ainda não existia. Recém tínhamos versões de Celly Campelo e depois da Jovem Guarda. Nossos vizinhos estavam há muitos anos na frente em termos de produção cultural por meio do rock and roll.

Lá a efervescência era grande. Depois apareceu Pescado Rabioso, Sui Generis, Serú Girán, Pappo’s Blues (liderada por Norberto ‘Pappo’ Napolitano a maior autoridade de blues que existiu no país), Color Humano, Vox Dei; e uma infinidade de bandas que faziam aquele rock clássico de alta qualidade. Muitas delas tocaram no mesmo palco, em 1972, no famoso Festival B.A Rock, retratado no filme ”Hasta que se Ponga el Sol”, de Aníbal Uset, algo como o Festival de Woodstock da Argentina. O filme é um documento histórico cultural do país e ali se tem a real noção do brilhantismo do rock feito pelos nossos “hermanos”.

Fazer uma lista é um processo muito subjetivo. Geralmente, escolher as preferidas é um sofrimento. Mas essa não foi difícil. São canções que no primeiro contato já se sente porque são aclamadas em seu país. São temas que tocam realmente, pelo lirismo que possuem. Transcendem questões de gostos específicos. São belas canções universais. Ei-las:

10. Trátame Suavemente - Soda Stereo: A banda mais popular da Argentina dos anos 1980 e 1990. Sucesso da mesma proporção que a Legião Urbana aqui no Brasil. Formada pelo baterista Charly Alberti, pelo vocalista e guitarrista Gustavo Cerati e pelo baixista Zeta Bosio. A Soda Stereo, durante 15 anos (1982 – 1997) de carreira estiveram no topo da fama. Maior exemplo de tamanho prestígio do trio são as duas apresentações entusiasmadas, como atração principal do Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, em 1987.

São autores do famoso hit “De Musica Ligera”, que foi tema de duas versões aqui: uma d’Os Paralamas do Sucesso, com o mesmo nome; e outra do Capital Inicial, chamada “À sua Maneira”. Em 2007, reuniram-se para a turnê Me Veras Volver. Na volta triunfal fizeram história ao ser a primeira banda de rock a realizar cinco shows seguidos no Monumental de Nunez, Estádio do River Plate. Posteriormente, apresentaram-se também, no México, Estados Unidos, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Chile. Finalizada a excursão cada um retornou para os seus projetos. Tristemente, em meados de 2010, Gustavo Cerati sofre um AVC, em meio a uma apresentação em Caracas. Desde lá continua em coma na Clínica Alcla, em Buenos Aires. Soda Stereo é, sem dúvida, uma das bandas mais imprescindíveis do rock ibero-americano. Tratame Suavemente é o tema mais romântico da banda. Deve ter embalado muitos casais na época. Outros, entre tantos, enormes sucessos do Soda, destacam-se: Nada Personal, Persiana Americana, Cuando Pase el Temblor e  En la Ciudad de la Furia.




9. Imágenes Paganas - Virus: Virus é uma banda pop tipicamente dos anos 1980. Daquelas do estilo New Wave; que abusam do teclado, sintetizadores e bateria eletrônica. Fizeram considerável sucesso até 1988. Ano em que perderam para o HIV o seu líder, Federico Moura. Continuaram por mais um ano, com o irmão de Federico nos vocais. Em 1994 voltaram, e estão ativos até hoje. Mas, nunca mais chegaram perto de Imágenes Paganas, o maior sucesso da banda no seu auge.




8. Seguir Viviendo sin tu Amor - Luis Alberto Spinetta: O El Flaco. Foi um dos poetas musicais mais importantes da Argentina. Compositor, cantor e guitarrista. Mentor de uma das bandas seminais do rock do país, o Almendra. As letras de Spinetta vertem influencias de filósofos, escritores, poetas e pensadores de renome, como: Rimbaud, Castaneda, Foucault, Deleuze, Nietzsche, Jung, Freud e Artaud. E é Artaud o nome do principal álbum do Pescado Rabioso, grupo liderado por Spinetta de 1971 a 1973. O guitarrista David Lebón (Serú Girán) também fez parte da banda. Foram apenas três anos de duração, mas o suficiente para editarem três obras primorosas: Desartomentándonos (1972), Pescado 2 (1973) e Artaud (1973). Este último considerado, através de uma votação da revista Rolling Stone, o melhor disco da história da música Argentina. O Pescado Rabioso era um grupo que fazia baladas e um blues rock impecáveis. Por suas produções nos anos 1970, Spinetta foi reconhecido em toda a América do Sul. Foi partícipe de outras bandas nas décadas seguintes: Invisible, Spinetta Jade, e Spinetta y los Socios del Desierto. Depois seguiu carreira solo ativamente - até dia 8 de fevereiro de 2012, quando a notícia de sua morte por câncer no pulmão entristeceu a todos que sentiam sua genialidade. Com a melosa Seguir Viviendo sin tu Amor nota-se a dimensão de sua sensibilidade artística. É um bom ponto de partida para começar  a conhecer o seu trabalho. Outro clássico seu é Rezo por Vos (parceria com Charly García). Imaginem o que pode sair dessas mentes juntas.




7. Carabelas Nada - Fito Páez: um dos principais e exímios compositores do país, do porte de Spinetta e Charly Garcia. Talvez o músico argentino de maior popularidade no exterior. Seu álbum El Amor Despues del Amor (1992) é o mais vendido de toda a história do rock argentino, ultrapassando a marca de 700 mil unidades. Isso rendeu uma turnê de estádios lotados em nove países e uma apresentação para um público de 50 mil em Cuba, a primeira de um artista estrangeiro na Plaza de La Revolución. Seu hit pop Mariposa Tecknicolor foi talvez a música argentina mais tocada nos anos 1990. Além de músico e compositor, se aventurou no cinema. Dirigiu e escreveu um média metragem (La Balada de Donna Helena) e um longa (Vidas Privadas). Dentre os artistas argentinos é o que cultiva maior ligação com o Brasil. Foi regravado e fez parcerias com Caetano Veloso, Os Paralamas do Sucesso, Djavan, Thedy Correa, Titãs. É um aficionado pela música brasileira. Fã de Chico Buarque, Fito já fez muitas referencias ao poeta brasileiro em suas canções e regravou a música Construção no álbum Confiá, de 2011. Carabelas Nada na primeira palavra menciona Chico Buarque. É um tango arrastado, com uma bela linha de piano. É uma canção que suscita imagens. Um retrato de Buenos Aires, do bairro Caballito numa tarde chuvosa, de belas mulheres com suas lindas pernas descendo de um taxi. Fito tirou essa balada de dentro da alma.




6. Los Dinosaurios - Charly García: este dispensa maiores apresentações. Com mais de 40 anos de carreira é sinônimo de rock argentino. É uma das personalidades mais icônicas da América Latina. Reconhecido tanto pelo seu talento musical, como pelo seu comportamento polêmico e desregrado. Cantor, compositor, produtor, guitarrista e perito em piano. Artista ativo, liderou bandas do primeiro escalão do rock argentino, como Sui Generis, PorSuiGieco, La Maquina de Hacer Pájaros e Serú Girán. Desde 1982 possui uma equilibrada carreira solo. Já deixou seu legado na história da música argentina. Nem é necessário produzir mais. Mas quanto mais do Charly melhor. Los Dinosaurios é uma das mais lindas composições de sua carreira como solista. É uma balada triste que versa sobre perda, sobre o imprevisível e a brevidade da vida.




5. Seminare - Serú Girán: para muitos críticos e melomaníacos argentinos é considerada como a maior banda de rock da Argentina de sempre. Formada por Charly García, David Lebón, Pedro Aznar e Oscar Moro; o grupo foi referencia de protesto contra a ditadura, e se destacavam por misturarem gêneros musicais como, blues, jazz e progressivo. Em muitas de suas músicas a impressão que se tem é como se o Pink Floyd (progressivo do Charly Garcia) tivesse o Jaco Pastorius em sua formação (pela técnica no baixo fretless do Pedro Aznar). Na letrística transitavam por temas universais como amor, solidão, nostalgia e costumes. Seminare, juntamente com Eiti Leda, são as principais canções de amor deles. Estão juntas no álbum homônimo de estreia da banda, de 1978.




4. Canción para mi Muerte - Sui Generis: como o termo significa, foram únicos no país. A primeira banda de Charly García e Nito Mestre - o flautista latino. Junto com eles, fizeram parte do grupo: Carlos Piegari, Beto Rodríguez, Juan Belia e Alejandro Correa. Ao longo de sete anos de atividade ocorreu várias deserções na banda. Mas a essência era a dupla. Cancion para mi Muerte é a obra prima da banda folk. É uma epígrafe nostálgica para a morte dos sonhos da juventude.




3. La Colina de la Vida - León Gieco: o Bob Dylan argentino. Um dos maiores compositores e cantores populares da Argentina. Autor de muitas músicas de cunho social e político. Gieco é a mistura de rock rural com folclore urbano. Suas canções são libelos a favor dos direitos humanos. É a outra ária eterna de Gieco. Da altura emotiva de Sólo Le Pido a Dios. Para os mais roqueiros podem conhecê-la na versão mais punk da banda Attaque 77, dividindo o microfone com o próprio Gieco.




2. Sólo le Pido a Dios - León Gieco: é o seu tema mais afamado. Literalmente um hino contra a injustiça social. Canção eternizada e reconhecida (se não mundialmente, deveria ser), na voz da grande Mercedes Sosa. Além desta e de La Colina de la Vida, outra composição sua de ampla notoriedade é Hombres de Hierro.




1. Viernes 3am - Serú Girán: A pérola do supergrupo de rock mais cultuado pelos castelhanos. Viernes 3am é a canção mais linda já feita na Argentina. Os arranjos, a harmonia, o vocal do Charly e o som dos ponteiros do relógio tornam-na única. Arte perfeita. Inesquecível.



Rock Argentino, Gracias Totales! Fuerza Cerati!