Tenho uma vontade tremenda de conhecer pessoas iguais a mim
Que vivem diferente
Que são distintas daquela que se prezam normal
Vivendo como se os dias todos fossem de janeiro
Não quero dinheiro
Quero viver
Com prazer
Os dias inteiros.
23 junho 2013
"Você acredita no destino? Ah, o destino. Sequência imprevisível de fatos que fazem a vida do homem, independente da sua vontade. Alguns o chamam de sorte, fado, fortuna, sina. Seja com que nome for, destino é o que aquilo acontecerá com você no futuro. Você acredita no destino? Eu não. Eu acredito que o ser humano tem o poder e totais condições para estragar a sua própria vida sem a ajuda de ninguém. Tomando as decisões erradas na horas impróprias, aliando-se a canalhas diversos, acreditando em heróis, crentes, e outros farsantes. Apaixonando-se por pessoas doentes ou de péssimo caráter e principalmente acreditando cegamente em sua própria inteligência, bondade, charme, sanidade e senso de justiça. Um grave erro." (Estrada - 1995, dir: Jorge Furtado)
Sinto o som da chuva no zinco que reconforta a mente medrosa
Misturada com a rotineira musica clássica
Calmante sagrado para repousar
Para desviar pensamentos ruins
O imã natural do sono chegou aos olhos
Será que amanha serei útil?
O melhor nessas horas é agradecer e tentar dormir sem
pensar.
Madrugada de 3 de Março de 2013
21 junho 2013
"Talvez os seres humanos não foram feitos para serem livres e felizes ao mesmo tempo. Sempre estamos tratando de nos escravizar de uma forma ou de outra. Se não é através de uma carreira, é por um relacionamento ou por filhos." (Slacker - 1991) "Quando jovens, nos afligimos por uma mulher. Enquanto envelhecemos, nos afligimos pelas mulheres em geral. A tragédia da vida é que o homem nunca é livre, mas se esforça pelo impossível. A coisa mais temida em segredo sempre acontece. Minha vida, minhas paixões, onde estão agora? Mas quanto mais a dor cresce, mais se mantém de alguma forma o instinto pela vida. A beleza necessária da vida é entregar-se a ela completamente. Só mais tarde ficará mais claro e coerente." Old Man (Slacker - 1991)
20 junho 2013
Crescer é difícil. Conquistar as expectativas que o colocam
é mentalmente desgastante. Sortudos são
aqueles que crescem com a certeza do que querem, do que querem ser
profissionalmente. E os que nunca tiveram ideia disso, sempre nada o despertou,
ficam perdidos. É preciso ter muita coragem para ser adulto.
As mulheres são individualistas por natureza. Os homens não.
As mulheres têm sempre que se diferenciarem das outras. A cor do esmalte das
unhas tem que ser exclusivo. A roupa tem que ser única e irrepetível. Os homens
possuem uma índole mais coletiva. Geralmente não se importam de não serem
excepcionais. Conservam a mesma amizade da adolescência. Hesitam em fazer novas
convivências. Frequentam o mesmo clube sem inveja. Vão ao mesmo bar para relaxar
e conversar, sem colocar o ego em primeiro lugar. Mesmo com o contato com
outros que não conhece bem - possíveis inimigos -, basta algumas palavras e
doses que chegam a um ponto de intersecção de gostos. As mulheres não. Ao
contrário dos homens, estão sempre alimentando a rivalidade interpessoal. A
maioria das mulheres são muito difíceis, por serem extremamente egoístas. Ilusoriamente
sempre certas.
19 junho 2013
A bebida é uma das poucas coisas que dão brilho à vida.
21 maio 2013
A música 1979, do The Smashing Pumpkins, exala um ar de
descomprometimento e vivacidade juvenil. Possui uma sonoridade muito aconchegante.
Banda de
muita qualidade que me arrependo de não ter me aprofundado devidamente na época
da adolescência é a Tool. Precisamente foda. Peso e técnica na medida. Aquela
da figura icônica do Maynard James Kennan (posteriormente também vocalista da
banda A Perfect Circle), tanto pelo seu vocal gritante, seu estilo singular de
corte de cabelo e pela sua performance hipnotizante na frente do palco. Maynard
na época do inicio do Tool se mostra extasiado nos shows. Com aquela vontade,
socando o microfone na boca do estomago e no limite com trejeitos de Jello
Biafra nas apresentações dos Dead Kennedys, mas menos louco, claro.
O som
pendendo pro trash metal de “Opiate”,
o primeiro registro fonográfico da banda é o que mais agrada os que apreciam a
fúria de muita força na guitarra e dois bumbos como metralhadora. Uma pegadinha
para o que viria depois, um som mais elaborado que aparece nos trabalhos
posteriores, especialmente com “Lateratus”, que mostra um estilo mais melódico
mas não menos pesado e sim extremamente perturbador, pelos temas mais filosóficos
e religiosos, pela sonoridade, e principalmente pelos seus videoclipes que mais parecem
curtas alegóricos. Escorando-se no baixo mais presente de Justin Chancellor, maior exemplo
está em "Schism", que lembra a introdução de "Spirit Crusher" do Death. “Schism” é
somente mais uma das tantas músicas marcantes da banda. Tool não é convencional. Se ainda não conhece, precisa, porque é uma viagem alucinante.
Tool
Origem:
Los Angeles, Califórnia
Estilo: algo como metal
alternativo-progressivo (não importa – rótulos são indispensáveis quando se é
intenso).
Se há uma nação que aparenta ser muito mais patriota que a nossa
essa nação é a Argentina. Até porque o Brasil é, na verdade, um continente com
muitos Estados Países multiétnicos. Porem, na Argentina esse ufanismo se
reflete potencialmente no tango e no rock
argentino; duas das principais manifestações musicais do país. E aqui o que há
é uma miscelânea de ritmos que não representam o país como uma unidade.
No momento, o que não para de tocar nos fones de ouvido, por
questão de preferencia, é esse rock
apaixonado que se faz no outro lado do rio. Percebe-se como espectador distante
que há muito mais orgulho, mais vigor em passar esse pertencimento identitário
através desse gênero. O rock argentino
é parnasiano. Os artistas parecem serem mais valorizados. Músicos que são
cânones atemporais no país ainda lotam estádios, vide Charly García e Fito Páez.
Talvez os mais conhecidos aqui no Brasil. Mas o catálogo de artistas ídolos do rock da Argentina é extenso.
Na metade dos anos 1960, quando o rock tomou conta da Inglaterra e dos EUA, os argentinos de imediato
tiveram contato com essa revolução cultural e logo nasceram bandas como Los
Gatos, Manal e Almendra. Grupos que se podem considerar precursores do estilo
na Argentina. Enquanto aqui no Brasil ainda estávamos engatinhando. O ritmo
ainda não existia. Recém tínhamos versões de Celly Campelo e depois da Jovem
Guarda. Nossos vizinhos estavam há muitos anos na frente em termos de produção
cultural por meio do rock and roll.
Lá a efervescência era grande. Depois apareceu Pescado
Rabioso, Sui Generis, Serú Girán, Pappo’s Blues (liderada por Norberto ‘Pappo’
Napolitano a maior autoridade de blues
que existiu no país), Color Humano, Vox Dei; e uma infinidade de bandas que
faziam aquele rock clássico de alta
qualidade. Muitas delas tocaram no mesmo palco, em 1972, no famoso Festival B.A
Rock, retratado no filme ”Hasta que se Ponga el Sol”, de Aníbal Uset, algo como
o Festival de Woodstock da Argentina.
O filme é um documento histórico cultural do país e ali se tem a real noção do
brilhantismo do rock feito pelos
nossos “hermanos”.
Fazer uma lista é um processo muito subjetivo. Geralmente,
escolher as preferidas é um sofrimento. Mas essa não foi difícil. São canções que
no primeiro contato já se sente porque são aclamadas em seu país. São temas que
tocam realmente, pelo lirismo que possuem. Transcendem questões de gostos
específicos. São belas canções universais. Ei-las:
10.Trátame
Suavemente - Soda Stereo:A banda mais popular da Argentina dos anos 1980 e
1990. Sucesso da mesma proporção que a Legião Urbana aqui no Brasil. Formada
pelo baterista Charly Alberti, pelo vocalista e guitarrista Gustavo Cerati e
pelo baixista Zeta Bosio. A Soda Stereo, durante 15 anos (1982 – 1997) de
carreira estiveram no topo da fama. Maior exemplo de tamanho prestígio do trio
são as duas apresentações entusiasmadas, como atração principal do Festival
Internacional da Canção de Viña del Mar, em 1987.
São autores do famoso hit
“De Musica Ligera”, que foi tema de duas versões aqui: uma d’Os Paralamas do
Sucesso, com o mesmo nome; e outra do Capital Inicial, chamada “À sua Maneira”.
Em 2007, reuniram-se para a turnê Me Veras Volver. Na volta triunfal fizeram
história ao ser a primeira banda de rock
a realizar cinco shows seguidos no
Monumental de Nunez, Estádio do River Plate. Posteriormente, apresentaram-se
também, no México, Estados Unidos, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Chile.
Finalizada a excursão cada um retornou para os seus projetos. Tristemente, em
meados de 2010, Gustavo Cerati sofre um AVC, em meio a uma
apresentação em Caracas. Desde lá continua em coma na Clínica Alcla, em Buenos
Aires. Soda Stereo é, sem dúvida, uma das bandas mais imprescindíveis do rock ibero-americano. Tratame Suavemente é o tema mais
romântico da banda. Deve ter embalado muitos casais na época. Outros, entre
tantos, enormes sucessos do Soda, destacam-se: Nada Personal, Persiana
Americana, Cuando Pase el Temblor
e En
la Ciudad de la Furia.
9. Imágenes Paganas -
Virus:Virus é uma banda pop
tipicamente dos anos 1980. Daquelas do estilo New Wave; que abusam do teclado, sintetizadores e bateria
eletrônica. Fizeram considerável sucesso até 1988. Ano em que perderam para o
HIV o seu líder, Federico Moura. Continuaram por mais um ano, com o irmão de
Federico nos vocais. Em 1994 voltaram, e estão ativos até hoje. Mas, nunca mais
chegaram perto de Imágenes Paganas, o
maior sucesso da banda no seu auge.
8.Seguir Viviendo sin tu Amor
- Luis Alberto Spinetta:O
El Flaco. Foi um dos poetas musicais mais importantes da Argentina. Compositor,
cantor e guitarrista. Mentor de uma das bandas seminais do rock do país, o Almendra. As letras de Spinetta vertem influencias
de filósofos, escritores, poetas e pensadores de renome, como: Rimbaud, Castaneda, Foucault, Deleuze, Nietzsche, Jung, Freud e Artaud. E é
Artaud o nome do principal álbum do Pescado Rabioso, grupo liderado por
Spinetta de 1971 a 1973. O guitarrista David Lebón (Serú Girán) também fez
parte da banda. Foram apenas três anos de duração, mas o suficiente para
editarem três obras primorosas: Desartomentándonos (1972), Pescado 2 (1973) e
Artaud (1973). Este último considerado, através de uma votação da revista
Rolling Stone, o melhor disco da história da música Argentina. O Pescado
Rabioso era um grupo que fazia baladas e um blues rock impecáveis. Por suas produções nos anos 1970, Spinetta foi
reconhecido em toda a América do Sul. Foi partícipe de outras bandas nas
décadas seguintes: Invisible, Spinetta Jade,
eSpinetta y los Socios del Desierto. Depois seguiu carreira solo ativamente -
até dia 8 de fevereiro de 2012, quando a notícia de sua morte por câncer no
pulmão entristeceu a todos que sentiam sua genialidade. Com a melosa Seguir Viviendo sin tu Amor nota-se a
dimensão de sua sensibilidade artística. É um bom ponto de partida para
começar a conhecer o seu trabalho. Outro
clássico seu é Rezo por Vos (parceria
com Charly García). Imaginem o que pode sair dessas mentes juntas.
7. Carabelas Nada - Fito Páez:um dos principais e exímios compositores do país, do porte de Spinetta
e Charly Garcia. Talvez o músico argentino de maior popularidade no exterior.
Seu álbum El Amor Despues del Amor (1992)
é o mais vendido de toda a história do rock
argentino, ultrapassando a marca de 700 mil unidades. Isso rendeu uma turnê
de estádios lotados em nove países e uma apresentação para um público de 50 mil
em Cuba, a primeira de um artista estrangeiro na Plaza de La Revolución. Seu hit pop Mariposa Tecknicolor foi talvez a música argentina mais
tocada nos anos 1990. Além de músico e compositor, se aventurou no cinema.
Dirigiu e escreveu um média metragem (La Balada de Donna Helena) e um longa (Vidas Privadas).Dentre os artistas argentinos é o que cultiva maior ligação com o
Brasil. Foi regravado e fez parcerias com Caetano Veloso, Os Paralamas do
Sucesso, Djavan, Thedy Correa, Titãs. É um aficionado pela música brasileira.
Fã de Chico Buarque, Fito já fez muitas referencias ao poeta brasileiro em suas
canções e regravou a música Construção no álbum Confiá, de 2011. Carabelas Nada na primeira
palavra menciona Chico Buarque. É um tango arrastado, com uma bela linha de
piano. É uma canção que suscita imagens. Um retrato de Buenos Aires, do bairro
Caballito numa tarde chuvosa, de belas mulheres com suas lindas pernas descendo
de um taxi. Fito tirou essa balada de dentro da alma.
6. Los Dinosaurios - Charly
García: este dispensa maiores apresentações. Com mais de 40 anos de
carreira é sinônimo de rock
argentino. É uma das personalidades mais icônicas da América Latina.
Reconhecido tanto pelo seu talento musical, como pelo seu comportamento
polêmico e desregrado. Cantor, compositor, produtor, guitarrista e perito em
piano. Artista ativo, liderou bandas do primeiro escalão do rock argentino, como Sui Generis,
PorSuiGieco, La Maquina de Hacer Pájaros e Serú Girán. Desde 1982 possui uma
equilibrada carreira solo. Já deixou seu legado na história da música
argentina. Nem é necessário produzir mais. Mas quanto mais do Charly melhor.
Los Dinosaurios é uma das mais lindas composições de sua carreira como solista.
É uma balada triste que versa sobre perda, sobre o imprevisível e a brevidade
da vida.
5. Seminare - Serú Girán:
para muitos críticos e melomaníacos argentinos é considerada como a maior banda
de rock da Argentina de sempre.
Formada por Charly García, David Lebón, Pedro Aznare Oscar Moro; o grupo
foi referencia de protesto contra a ditadura, e se destacavam por misturarem
gêneros musicais como, blues, jazz e progressivo. Em muitas de suas
músicas a impressão que se tem é como se o Pink Floyd (progressivo do Charly
Garcia) tivesse o Jaco Pastorius em sua formação (pela técnica no baixo fretless do Pedro Aznar). Na letrística
transitavam por temas universais como amor, solidão, nostalgia e costumes. Seminare, juntamente com Eiti Leda, são as principais canções de
amor deles. Estão juntas no álbum homônimo de estreia da banda, de 1978.
4. Canción para mi Muerte -
Sui Generis: como o termo significa, foram únicos no país. A primeira banda
de Charly García e Nito Mestre - o flautista latino. Junto com eles, fizeram
parte do grupo: Carlos Piegari, Beto Rodríguez, Juan Belia e Alejandro Correa.
Ao longo de sete anos de atividade ocorreu várias deserções na banda. Mas a
essência era a dupla. Cancion para mi Muerte
é a obra prima da banda folk. É uma
epígrafe nostálgica para a morte dos sonhos da juventude.
3. La Colina de la Vida -
León Gieco: o Bob Dylan argentino. Um dos maiores compositores e cantores
populares da Argentina. Autor de muitas músicas de cunho social e político.
Gieco é a mistura de rock rural com
folclore urbano. Suas canções são libelos a favor dos direitos humanos. É a
outra ária eterna de Gieco. Da altura emotiva de Sólo Le Pido a Dios. Para os mais roqueiros podem conhecê-la na
versão mais punk da banda Attaque 77,
dividindo o microfone com o próprio Gieco.
2. Sólo le Pido a Dios -
León Gieco: é o seu tema mais afamado. Literalmente um hino contra a
injustiça social. Canção eternizada e reconhecida (se não mundialmente, deveria
ser), na voz da grande Mercedes Sosa. Além desta e de La Colina de la Vida, outra composição sua de ampla notoriedade é Hombres de Hierro.
1. Viernes 3am - Serú Girán:A pérola do supergrupo de rock mais
cultuado pelos castelhanos. Viernes 3am é a canção mais linda já feita na
Argentina. Os arranjos, a harmonia, o vocal do Charly e o som dos ponteiros do
relógio tornam-na única. Arte perfeita.Inesquecível.